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download rangers ordem dos arqueiros pdf

Aclamada pela crítica do mundo todo. Da lista dos livros
mais vendidos do New York Times. Publicada em mais de
14 países.
Rangers — Ordem dos Arqueiros, a série: uma leitura imperdível e emocionante do começo ao fim.
Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que
ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não
conseguiu entrar para a Escola de Guerra.
A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado:
ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro,
que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser
resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a
usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma
capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso.
Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava,
mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma
viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will
aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Flanagan, John
Rangers — Ordem dos Arqueiros: Ruínas de Gorlan/John Flanagan; [versão brasileira: Editora Fundamento] — São Paulo, SP: Editora Fundamento Educacional,
2009.
Título original: Ranger’s apprentice: the ruins of Gorlan
1. Literatura infanto-juvenil I. Título.
07-7502
CDD-028.5
Índices para catálogo sistemático:
1. Literatura infanto-juvenil 028.5 2. Literatura juvenil
028.5
Morgarath, senhor das Montanhas da Chuva e da Noite,
ex-barão de Gorlan no Reino de Araluen, observou, talvez
pela milésima vez, o seu domínio árido varrido pela chuva
e amaldiçoado.
Aquilo era tudo o que lhe restava no momento:
uma mistura de penhascos irregulares de granito de pedras
arredondadas caídas e de montanhas geladas com desfiladeiros e gargantas íngremes e estreitas de cascalho e pedras, sem nenhuma planta para quebrar a monotonia.
Embora já tivessem se passado quinze anos desde
que fora trazido de volta a esse reino proibido que se tornou sua prisão, ele ainda se lembrava das clareiras verdes e
agradáveis, das colinas cobertas de bosques de seu antigo
feudo, dos córregos cheios de peixes e dos campos com
plantações e caça abundante. Gorlan tinha sido um lugar
maravilhoso e animado. As Montanhas da Chuva e da
Noite agora estavam mortas e desertas.
Um pelotão de Wargals treinava no pátio do castelo
abaixo dele. Morgarath os observou por alguns segundos e
escutou a cantilena gutural e ritmada que acompanhava
todos os movimentos. Eles eram seres entroncados e deformados, com feições meio humanas, mas com focinhos
de bicho e dentes parecidos com os de um urso ou um
cachorro grande.
Longe do contato humano, os Wargals viveram e se
reproduziram naquelas montanhas remotas desde tempos
antigos. Ninguém se lembrava de ter visto um deles, mas
boatos e lendas falavam de uma tribo selvagem de bestas
semi-inteligentes nas montanhas. Morgarath, ao planejar
uma revolta contra o Reino de Araluen, deixou o feudo de
Gorlan para procurá-los. Se tais criaturas existissem, elas
lhe dariam uma vantagem na guerra que se aproximava.
Passaram-se meses, mas ele os encontrou. Além da
cantilena, os Wargals não usavam palavras para se comunicar e eram seres de pouco cérebro. Como resultado, foram facilmente dominados pela inteligência e força de
vontade superiores de Morgarath, que os transformou no
exército ideal: mais feios do que um pesadelo, extremamente impiedosos e totalmente escravizados por suas ordens mentais.
Agora, olhando para eles, lembrou-se dos cavaleiros
bem vestidos com armaduras brilhantes que costumavam
competir em torneios no Castelo de Gorlan, enquanto as
damas os estimulavam e aplaudiam suas habilidades usando luvas de seda. Ao compará-los mentalmente com
essas criaturas deformadas e cobertas por pêlos escuros,
ele praguejou novamente.
Os Wargals, sintonizados com o pensamento dele,
perceberam a sua perturbação, mexeram-se inquietos e
pararam o que estavam fazendo. Zangado, Morgarath os
fez voltar ao treinamento, e a cantilena recomeçou.
Morgarath se afastou da janela sem vidros e se aproximou do fogo, que parecia totalmente incapaz de acabar com a umidade e o frio do castelo sombrio. Quinze
anos tinham se passado desde que se rebelara contra o recém coroado rei Duncan, um jovem de 20 e poucos anos.
Confiando na indecisão e na confusão que dividiriam os
outros barões logo após a morte do velho rei, Morgarath,
para não perder a oportunidade de se apoderar do trono,
tinha planejado tudo com muito cuidado, enquanto a doença do soberano avançava.
Secretamente, treinou o exército de Wargals e os
reuniu nas montanhas, prontos para atacar no momento
certo. Nos dias de confusão e sofrimento que se seguiram
à morte do rei, quando os barões viajaram até o Castelo de
Araluen para a cerimônia do funeral, deixando os seus exércitos sem líder, ele tinha atacado e invadido, em questão de dias, a parte sudeste do reino, derrotando as forças
confusas e sem controle que tentaram resistir.
Duncan, jovem e inexperiente, nunca poderia enfrentá-lo. O reino estava lá para ser tomado. O trono era
seu.
Então, lorde Northolt, chefe do exército do velho
rei, reuniu alguns dos barões mais jovens numa aliança leal
que apoiou Duncan e aumentou a vacilante coragem dos
demais. Os exércitos se encontraram em Hackham Heath,
perto do Rio Slipsunder, e a batalha ficou equilibrada durante 5 horas, com ataques, contra-ataques e muitas mortes. O Slipsunder era um rio raso, mas seus trechos traiçoeiros de areia movediça e lama macia formavam uma barreira intransponível que protegia o flanco direito de Morgarath.
Mas então um daqueles agitadores vestidos com
capas cinzentas, conhecidos como Arqueiros, conduziu
um grupo de cavalaria pesada através de uma passagem
secreta, dez quilômetros rio acima. Os cavaleiros, protegidos por armaduras, surgiram num momento crucial da
batalha e atacaram a retaguarda do exército de Morgarath.
Os Wargals, treinados no terreno cheio de rochas
das montanhas, tinham um ponto fraco. Tinham medo de
cavalos e nunca conseguiriam enfrentar a surpresa de um
ataque como aquele. Eles se dividiram, recuaram para a
passagem estreita de Três Passos e voltaram para as Montanhas da Chuva e da Noite. Morgarath, diante da rebelião